Consumo de bens duráveis deve crescer em 2018, avalia economista

Queda da inflação, aumento da empregabilidade e da oferta de crédito devem estimular o consumo das famílias brasileiras

Após a economia brasileira dar sinais de recuperação em 2017, com a queda da inflação, das taxas de juros e PIB fechando em cerca de 1% segundo último levantamento publicado pelo IBGE em novembro, a atenção do mercado agora se volta para as expectativas quanto ao novo ano de 2018. O que o setor moveleiro pode esperar dos próximos meses ainda permeados por incertezas políticas e econômicas?

 

O economista-chefe do Serasa Experian, Luiz Rabi, traçou alguns prognósticos otimistas em videoconferência realizada nesta terça-feira (23). Embora o ano tenha começado com a notícia do rebaixamento do Brasil na classificação de risco da Standard & Poors (fator que lança dúvidas sobre o processo de recuperação econômica), ele acredita que o componente predominante da economia – o consumo das famílias – tende a manter-se em ritmo crescente e retirar o país do quadro recessivo.

 

“Hoje 63% do que é produzido no Brasil é para o consumo das famílias, o principal componente da demanda do país. Se o consumo cresce, a economia também cresce. O consumo está vindo tão forte que dificilmente irá sofrer algum abalo. O rebaixamento do Brasil pela Standard & Poors não irá impactar diretamente neste consumo, mas sim nos investimentos a longo prazo”, afirma Rabi.

 

Aumento do crédito e do consumo de bens duráveis

Segundo o economista, o aspecto que fundamenta essa previsão é o aumento do poder de compra do brasileiro, consequência da queda da inflação para 2,95% (abaixo da meta estipulada pelo governo federal de 3%) e redução da taxa de desemprego (de 14% em 2016 para 12% em 2017).

 

Tudo isso combinado, na visão de Rabi, converge para o aumento da confiança do consumidor, queda da inadimplência e crescimento da oferta de crédito, principal motor do consumo de bens duráveis, entre eles o mobiliário.

 

“Estes indicadores positivos combinados estimulam o consumidor a buscar crédito no mercado e formas de pagamento parcelado. Isso beneficia os setores produtivos de bens duráveis, muito estimulados pelos créditos. Ao passo que a inadimplência recua, os bancos e outros credores começam a abrir mais as torneiras dos créditos e irrigar a economia”, analisa o economista.

 

Outras fontes de incertezas são o processo eleitoral e a reforma da previdência, mas para o economista essas questões afetam mais diretamente os investimentos produtivos a longo prazo, que participa com cerca de 17% do PIB, e menos o consumo das famílias.

 

Fonte - emobile

 

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